segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Poema do Vaqueiro

Poema do Vaqueiro


Araraquara
           


Idos cavalgam no verde do tempo...
nas mãos do vento arquiteto das horas.
As águas pulsam nos braços dos rios,
singrando o aço do dever cumprido.


Há ainda no passado a pureza das raízes,
nos velhos vaqueiros de outrora
soando gritos na malhada, na invernia,
nos campos de ontem e de agora...


Mas esfumaça o malho das ações juvenis,
perde-se a identidade, o carimbo matuto,
na bigorna do tempo moderno,
sob o céu anil e cor de luto...


As rédeas afrouxam, travam galopes,
nas passagens verdejantes e descoloridas...
E o marajoara em sua lida quotidiana
emana ainda o perfume da vida!


Marcos Vitelli
Soure (PA): 26.11.2011


Escrito especialmente para para o I Encontro de Vaqueiros no Araraquara